sábado, 19 de julho de 2008


me sento e olho.

nesse instante, em que meus olhos correm distâncias

quantos gritos de terror são libertos? quantas lágrimas rolam?

quantos nascem e tantos morrem - de dor, dormindo, em trânsito, no hospital, em casa?

quantos gozam, quantas emprenham, quantos perdem a pureza - entrepernas e no caráter?

quantos dormem, quantos acordam, tantos se apaixonam, outros se separam, alguns somente partem, poucos continuam ?

a vida se desenrola sob meus olhos, como novelo novo em pata de gato - o fio jaz no chão. Eu, imóvel, vendo a corrida do tempo.

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