
me sento e olho.
nesse instante, em que meus olhos correm distâncias
quantos gritos de terror são libertos? quantas lágrimas rolam?
quantos nascem e tantos morrem - de dor, dormindo, em trânsito, no hospital, em casa?
quantos gozam, quantas emprenham, quantos perdem a pureza - entrepernas e no caráter?
quantos dormem, quantos acordam, tantos se apaixonam, outros se separam, alguns somente partem, poucos continuam ?
a vida se desenrola sob meus olhos, como novelo novo em pata de gato - o fio jaz no chão. Eu, imóvel, vendo a corrida do tempo.
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