“Há que se entender que o que escrevo não merece nenhum Pulitzer, Oscar ou Nobel de nada. São amontoados de frases semiprontas, que pululam hora cá, outra acolá, porém que me fazem feliz, não tanto quanto eu estaria se estivesse entregue e torpe nos braços de meu bem quase maior. Porém, mesmo sendo esta junção de palavras algo tão melancólico, possivelmente óbvio e igualmente pobre, às vezes (na verdade, na maioria delas) gosto do que escrevo. Isso tudo porque elas têm um propósito e um, e sempre somente um destinatário. A dor nos torna piegas e o amor, irremediavelmente bregas”.
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